|
Diário de
Bordo
Acompanhe
através do Diário de Bordo cada passo da nossa
expedição.
03/08/2002 - Sábado
Diário de bordo 09
Vulcões,
Oceanos e emoções

Saída dos nosso amigos
para a escalada
Hoje
estamos acampando em Puerto Varas, no Chile, na beira do
Lago Llanquihue, aos pés do Vulcão Osorno. Está frio ,
mas não chegamos a pegar um frio tão grande quanto
imaginávamos durante esta viagem até agora. Falo isto
por mim e pelo Kaminski, pois os nossos companheiros
malucos que resolveram acampar e subir o Vulcão
Vilarrica entraram numa gelada no sentido literal da
palavra, mas estas peripécias vou deixar para eles
contarem a vocês.
Após
deixarmos os dois malucos, Wilson e Fábio, até onde
conseguimos chegar com os carros no vulcão, quase
anoitecendo, voltamos para Pucón e nos instalamos numa
pousada muito legal, com quartos limpos e quentinhos,
cheios de cobertas e até uma banheira no nosso quarto.
Após enviarmos informações pela internet, fomos jantar
num restaurante bem transado, com uma comida bem
gostosa, e fomos dormir.

Cidade de Pucón com o
Vulcão Vilarrica ao fundo
Acordamos por volta das 8h30, tomamos um ótimo café da
manhã, para os padrões chilenos, com direito a sucos,
queijos e tudo mais, e saímos para conhecer a cidade e
seus arredores. Vocês podem estar estranhando um pouco o
detalhamento que estou fazendo da forma que passamos a
noite, mas assim vocês podem comparar com o relato dos
nossos "companheiros malucos no Vilarrica" e verem as
diferenças que vivemos nas 24 horas em que ficamos
separados.

Ojos de Caburga
Saímos
e fomos conhecer um lugar chamado Ojos de Caburga, um
afloramento de um rio subterrâneo que sai com uma
quantidade muito grande água e com uma coloração azul
chocante. Esta água toda deságua num lago chamado
Caburga, com muitas casas na margem e um trapiche onde
barcos de pescadores atracam.Voltamos para Pucón, por
uma estrada de terra margeando um riacho, com várias
casas de veraneio e pequenas chácaras nas margens.

Lago Caburga

Cachoeiras do Ojos del Caburga
Pucón
é uma cidade muito bonita. De origem alemã e voltada
para o turismo. Chama a atenção pela proximidade com o
Vulcão Vilarica (fica praticamente aos pés dele) e pela
arquitetura das casas, coloridas e na sua maioria feitas
de madeira. A cidade fica também às margens do lago
Vilarica, que enriquece ainda mais o cenário. A cidade
possui inúmeros hotéis e pousadas, restaurantes,
agências de turismo e um cassino. Passamos o resto do
dia circulando a pé pela cidade, esperando a hora de
buscar os nossos amigos no vulcão.

Arquitetura de Pucón
No
meio da tarde, subimos ao vulcão para nos encontrarmos
com o Wilson e o Fábio, no mesmo ponto onde tínhamos
deixado os dois, no dia anterior. Chegamos lá por volta
das 4h, a hora combinada para nos reencontrarmos, e nada
dos dois. Resolvemos subir um pouco mais, aproveitando
para tirar mais umas fotos do vulcão, e nada dos dois
aparecerem. Kaminski voltou para cuidar dos carros e eu
continuei subindo mais um pouco, na esperança de
encontrá-los, mas nada dos "malucos" aparecerem. Desci
preocupado com os dois e já imaginando o que fazer.
Conversando com o Kaminski, resolvemos que ele iria
descer até a base do parque para falar com o
guardaparques e verificar se eles por acaso não estavam
por lá, enquanto eu ficaria esperando para ver se eles
apareciam. Antes de descer, resolvemos dar mais um
tempinho e tomar um Pisco Sour (bebida típica da
região), com neve ao invés de gelo e, garanto, fica
ótimo assim.
Estávamos ainda por lá quando apareceu um casal descendo
a montanha de snowboard. Aproveitamos para perguntar se
por acaso eles não tinham visto os dois descendo e para
nosso alívio nos falaram que sim, a cerca de dois
quilômetros de onde estávamos. Respiramos aliviados, nos
servimos de mais uma dose de Pisco Sour para comemorar e
ficamos esperando os "malucos" chegarem.
Depois de mais uma meia hora, olho para a estrada e vejo
os dois descendo trançando as pernas de cansaço e
pedindo água e comida e um hotel cinco estrelas para
descansarem após a aventura gelada. Após um pequeno
lanche para repor um pouco das energias, descemos o
vulcão e fomos para a pousada em que estávamos
instalados. Como imaginamos que eles chegariam "mortos",
reservamos um quarto especial para os dois e preparamos
um churrasco para eles reporem as energias. O chato foi
agüentar o Fabio falando no meu ouvido o tempo inteiro
da sua nova experiência no vulcão.. eh eh eh
brincadeirinha.

Chegada de Wilson e Fábio
Após
um belo churrasco, muitas conversas sobre as peripécias
dos amigos e muito vinho, fomos dormir. Eles exaustos
pela aventura e eu e o Kaminski meio "borrachos" pelos
ótimos vinhos chilenos da noite.
Um
abraço a todos
Márcio
Canto de Miranda

|