Destinos Parque Nacional do Superagüi

Preservação e beleza no paraíso litorâneo

Considerado um dos cinco ecossistemas costeiros mais notáveis do globo, o Parque Nacional do Superagüi (com 21.400 há) faz parte da Área de Proteção Ambiental de Guaraqueçaba, Pr, e serve de refúgio para animais em risco extinção e ponto de preservação da Floresta Atlântica.

Formado pelas ilhas das Peças e Superagüi, além das restingas e manguezais, o parque foi criado em 1989, visando a preservação de espécies como o Mico-leão-de-cara-preta e o Papagaio-de-cara-roxa (também conhecido como Chauá), o Jacaré-de-papo-amarelo, os macacos Sauá e Mono Carvoeiro, além de espécies vegetais como ipês, jacarandás, caxetas, bromélias e orquídeas.

Por ter suas praias ainda com características originais, a ilha de Superagüi também recebe a visita de aves migratórias que encontram no refúgio a tranquilidade necessária para o descanso da jornada, como o Maçarico e o Coelheiro, que já se transformaram em hóspedes corriqueiros da copa das árvores.

Papagaio-de-cara-roxa
As Ilhas do Pinheiro e Pinheirinho, que também fazem parte da área de relevante interesse ecológico, servem de casa para o Papagaio-de-cara-roxa. São nessas duas ilhas - onde o homem não pode pôr o pé - que ele procura ocos nos troncos de árvores para construir seu ninho e, assim, tentar deixar de figurar na 'lista oficial de animais em risco de desaparecer'.

Diferente do Mico-leão-de-cara-preta, o Chauá é facilmente observado pelos turistas. Em revoadas matinais, as aves deixam a tranquilidade das ilhas e partem para o continente em busca de frutos e pequenos insetos, voltando somente no final da tarde.

Sempre de dois em dois, os pássaros colorem o céu, enchendo o ar com seus gritos agudos, como quem faz pose para as lentes fotográficas dos turistas. Um espetáculo que compensa os 45 minutos que o barco leva para chegar até a ilha.

Mico-leão-de-cara-preta
Descoberto há apenas cinco anos, o pequeno primata (pouco maior que um sagui), que se alimenta de frutos e insetos, encontrou na ilha de Superagüi um refúgio para continuar existindo.

Como a descoberta ainda é recente são poucas as informações conhecidas sobre seus hábitos e costumes. Sabe-se apenas que se abriga na parte superior das árvores, gosta de dormir em ocos dos troncos, se comunica através de sons agudos, vive em grupos de até 10 membros e demarca território. Atualmente a população do Mico-leão-da-cara-preta chega a 300 espécimes – número considerado pequeno.

Com a criação da área de proteção onde os primatas vivem, as chances do animal escapar da extinção aumentaram. Com a proibição da entrada de visitantes na área de preservação, a mata permanece intocada e propícia para a proliferação da espécie, que é extremamente sensível às mudanças no meio ambiente.

Bom para o Mico-leão-da-cara-preta, ruim para os turistas, que podem observar o pequeno macaco apenas nos postais e fotos encontrados nas posadas e lojas de artesanatos.

Mangue
Considerado uma das maiores reservas de biodiversidade do planeta, os mangues são formados sempre que há mistura das águas doce e salgada.  Fonte natural da vida, essa mistura favorece a proliferação da vegetação da arbustiva que cobre os canais da Reserva de Superagüi.

É no mangue que pássaros, animais e homens buscam alimentos, na forma de sementes, frutos, insetos e caranguejos.

mais fotos

retornar












 

© 2003 Terra e Asfalto - Todos os direitos reservados