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Ao lado do seu irmão
mais velho, o Parque Nacional de Aparados da Serra, o Parque
Nacional da Serra Geral foi criado em 1992 como uma forma de
aumentar a área de proteção do território formado pelos grandes
cânions brasileiros. Devido à legislação brasileira, foi mais
fácil criar um novo parque do que ampliar a área do PN de Aparados
da Serra. Dentro do parque estão os cânions de Malacara, Fortaleza
e Churriado. Localizados na divisa entre o Rio Grande do Sul e Santa
Catarina, os vales profundos e as bordas dos penhascos delimitam as
divisas dos estados. Encima é o Rio Grande do Sul e embaixo Santa
Catarina.
O relevo é marcado
pelos paredões de rochas basálticas verticais, formados há cerca
de 150 milhões de anos, durante a era Mezozóica, quando o antigo
continente de Gouduana, formado pela América e África, começou a
se separar. Os campos são quase planos, com matas de araucárias e
rios pouco profundos que se precipitam pelas encostas, que atingem
cerca de 700 metros de altitude.
O maior de todos os
cânions é o Fortaleza, com 7 quilômetros de extensão, cujo nome
se refere aos rochedos, que lembram muralhas de uma fortificação.
O acesso ao mirante do cânion é fácil, através de uma trilha bem
marcada, onde o visitante leva cerca de 30 minutos para chegar ao
topo, de onde se tem uma vista impressionante do cânion e do
litoral de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em dias claros
pode-se avistar as cidades de Torres, Praia Grande, Jacinto Machado,
situadas no litoral, bem como as lagoas da região e o Oceano
Atlântico.
Outro ponto que não
pode deixar de ser visitado no parque é a Pedra do Segredo, um
enorme bloco de rocha com 5 metros de altura, equilibrado num
pedestal de apenas 50 centímetros, além do visual do cânion de
outro ângulo. Para se chegar até a pedra é necessário atravessar
a Cachoeira do Tigre e seguir pela trilha numa caminhada de 30
minutos.
O parque ainda não tem
infra-estrutura e não cobra ingresso para entrada. Um posto do
Ibama se encarrega de cadastrar os visitantes. Não é possível
acampar no parque e também não existem recursos como alimentação
e bebidas. Você pode contratar um guia na cidade de Cambará do Sul
para acompanhá-lo e se programar para visitar os outros cânions da
região.
O clima da região
costuma trazer surpresas aos visitantes, podendo um belo dia de sol
se transformar numa densa neblina em pouco tempo, principalmente no
inverno. Nestes casos é bom tomar cuidado com as bordas dos
paredões para evitar um grave acidente.
Cambará do Sul,
distante cerca de 22 quilômetros do parque, por estrada de terra,
é a cidade de apoio tanto para passeios ao PN da Serra Geral quanto
ao PN de Aparados da Serra. La você irá encontrar guias, pousadas
e restaurantes.
Toda a região é um
convite as caminhadas, pois as trilhas que passam pelas bordas dos
cânions permitem que o visitante admire verdadeiras obras de arte
esculpidas pela natureza. Quem preferir um passeio mais radical pode
descer até a cidade de Praia Grande e percorrer os cânions por
baixo das escarpas, seguindo o curso dos rios. É fundamental contar
com o auxilio de um guia para este tipo de trekking pois um dos
maiores perigos é a ocorrência de chuvas inesperadas. Em certas
épocas do ano uma tempestade pode cair de repente, enchendo os rios
e criando fortes trombas d´água, gerando um perigo enorme para os
aventureiros.
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