Destinos
Florianópolis
Manguezais
Um dos aspectos
que assegura a preservação de várias espécimes na Ilha é a
existência de mangues, fundamentais para a procriação da animais
de pequeno, médio e grande porte. Em Florianópolis há cinco
mangues: de Ratones(6,25km), do Rio Tavares(8,22km), do Saco
Grande(0,93km), do Itacorubi(1,5km) e da Tapera. Eles se localizam
na área do relevo voltada para o continente(costa oeste), onde os
declives são menos acentuados e há abundância de planícies. Ao
lado oposto da Ilha(costa leste) o declive é mais íngreme,
proporcionando o acúmulo de areia, com dunas e praias extensas.
Principais
manguezais e situação apontada na obra "Uma cidade numa
Ilha", do Cecca (Centro de Estudos, Cultura e Cidadania), da
Editora Insular
Manguezal
de Ratones: na bacia hidrográfica do Rio Ratones. Sofreu
além do desmatamento, os danos pelas obras de drenagens. Com o
objetivo de recuperar seis mil hectares de terras para a
agricultura, em 1949, o departamento Nacional de Obras e Saneamento
começou trabalho de drenagem com a canalização dos cursos d'água
e a construção de comportas para evitar a entrada da água do mar.
Atualmente é atravessado pela SC-401 e da sua original sobrou
apenas 0,03%.
Manguezal
do Saco Grande: sofre com os aterros ilegais ao longo da
SC-401. Toda a área situada a leste da rodovia já foi aterrada e a
oeste começa o mesmo processo, justo nesta parte que ainda fica em
contato com o mar, sem sofrer o efeito represador da estrada. Recebe
esgotos sem nenhum tratamento nos bairros Monte Verde e Saco Grande
2.
Manguezal
do Itacorubi: é o manguezal mais próximo do aglomerado
urbano. Sofreu sucessivas reduções para dar espaço à Avenida
Beira-Mar Norte, ao aterro sanitário da cidade (atualmente
destivado) e ao loteamento Santa Mônica e é o mais atingido pela
emissão de esgotos sem tratamento. Recebe os efluentes da bacia do
Itacorubi, que drena populosos bairros da cidade.
Manguezal
do Rio Tavares: é atualmente o maior da Ilha. Teve sua
área reduzida principalmente com a implantação da Base Aérea de
Florianópolis e do Aeroporto Hercílio Luz, por meio de aterros e
drenagens artificiais. A rodovia que atravessa o manguezal no
sentido norte-sul forma um dique de represamento das águas da
maré, que por causa disso, tem como único acesso o canal
principal. O bairro de Carianos é uma das áreas que foram
aterradas e na porção leste e sul este manguezal perdeu área
pelos desmatamentos e drenagens para ceder lugar às pastagens.
Sofre problemas de conservação nas áreas da Costeira e Rio
Tavares.
Manguezal
da Tapera: tem sofrido redução de área principalmente em
função da drenagem para a formação de pastagens e, mais
recentemente, para a construção de moradias. É o único (entre os
citados) que não constitui uma unidade de conservação. É
protegido apenas pelo Código Florestal e pelo Plano Diretor do
Município.
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