Destinos Santa Catarina Anhatomirim

Passeio por três séculos da história

Com os dias ensolarados chegando, uma boa opção de passeio são as praias. Curtir um sol deitado na areia e um refrescante banho de mar fazem parte de quem pretende viajar nesta época. Santa Catarina é uma das regiões mais procuradas pelos viajantes e boa opção para um programa no litoral. Nomes como Camboriú, Porto Belo, Piçarras e Florianópolis são lugares carimbados e conhecidos por todos. O que quase ninguém conhece são as belezas de outros lugares ainda pouco procurados e que possuem uma beleza ainda intocada como a ilha de Anhatomirim, onde se encontra a Fortaleza de Santa Cruz. Localizada na cidade de Governador Celso Ramos e próxima de Florianópolis a ilha, além de ser um local muito bonito, ainda propicia ao visitante vivenciar um pouco da nossa história. A ilha abriga a Fortaleza de Santa Cruz, que se encontra restaurada e aberta a visitação.

Estrategicamente posicionada na entrada da Baía Norte, a fortaleza configurava o terceiro vértice de um sistema triangular de defesa formado também pelo Forte de São José da Ponta Grossa, na ilha de Santa Catarina e Santo Antonio de Ratones, na ilha de Ratones. O sistema protegia a entrada da Baía Norte da ilha de Santa Catarina da invasões estrangeiras, principalmente dos espanhóis, e assim consolidar a ocupação portuguesa na região.

A Fortaleza foi construída entre os anos de 1739 e 1744 e chama a atenção o seu estilo oriental, com destaque para o pórtico de entrada e os arcos da construção principal.

A fortaleza nunca foi utilizada belicamente, nem mesmo durante a invasão espanhola em 1777. Após este episódio, o sistema de defesa da região entrou em descrédito e a fortaleza foi aos poucos sendo abandonada.

Durante a Revolução Federalista em 1894, a fortaleza serviu de prisão e base de fuzilamentos dos revoltosos contra o governo de Floriano Peixoto. Em 1907, a fortaleza passou a pertencer ao Ministério da Guerra e ainda serviu de prisão no desfecho da Revolução Constitucionalista, em 1932. Até o final da Segunda Guerra, Santa Cruz continuou servindo como fortaleza, até que se tornou obsoleta devido ao avanço tecnológico da industria bélica, sendo abandonada e desativada.

A Marinha manteve vigilância na ilha até o final da década de 60. A partir daí foi abandonada e acabou sendo depredada. Somente em 1979, através de um convênio firmado entre o Ministério da Marinha e o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), a Universidade Federal de Santa Catarina assumiu a guarda e tutela da Ilha de Anhatomirim e da Fortaleza, inciando o processo de restauração das ruínas históricas. Em 1984 a Ilha foi aberta a visitação pública.

O trabalho de restauração foi muito bem feito e a Santa Cruz é uma das fortalezas mais bem preservadas do Brasil atualmente. Para visitar a ilha, paga-se uma taxa de R$ 4 por pessoa e o local possui restaurante e lanchonete. Somente de barco é possível chegar até o local e o vistante tem duas opções para fazer o passeio. Pode-se pegar uma escuna saindo de Florianópolis toda a manhã que faz um passeio pelas ilhas de Anhatomirim e Ratones, ou pode-se ir até a Baía dos Golfinhos, por estrada de terra, na cidade de Governador Celso Ramos e alugar um barco com os pescadores do local. O custo médio do barco é R$ 30 e a travessia leva cerca de 20 minutos. Neste caso pode-se aproveitar o dia para ficar tomando banho na Baía dos Golfinhos, pois o lugar é muito bonito, com águas claras e a freqüente presença dos golfinhos, quando o tempo ajuda.

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