Destinos Ponta Grossa Mosteiro da Ressurreição

Onde reina a paz espiritual

Eles escolheram a clausura como modo de vida. Isolados da correria da cidade, os monges beneditinos do Mosteiro da Ressurreição passam o dia rezando e trabalhando. Para eles, um encontro com Deus e com a própria vocação. A opção, no entanto, não traz conforto ou regalias materiais.

Os dias para os monges são longos. Eles levantam bem antes do sol raiar, por volta das 4h da manhã e às 4:30h reúnem-se na capela do mosteiro para o primeiro dos sete ofícios do dia - chamado Ofício de Vigílias. O segundo, Ofício de Laudes, acontece junto com a primeira missa da manhã, às 6h. Depois, às 8h30 vem o Ofício de Técia. Às 9h, cada monge vai cuidar do seu trabalho. Alguns vão para o atelier de pintura, outros confeccionam velas, outros cuidam da horta, preparam licores - trabalhos que sustentam a vida no mosteiro. Ao meio dia, depois do Ofício de Sextas, todos têm alguns instantes de descanso enquanto se preparam para o Ofício de Noa e depois voltam ao trabalho. Às 18h30, os monges voltam a se reunir para o principal ofício do dia, o Ofício de Véspera, também chamado de Louvor da Tarde. Depois do jantar acontece o Ofício Completas, o último do dia.

Embora vivam na clausura e saiam do Mosteiro apenas quando é extremamente necessário, os monges recebem muitas visitas. Aliás, no Mosteiro existe uma hospedaria para abrigar pessoas que estejam precisando de retiro espiritual, pois receber bem as pessoas faz parte da filosofia beneditina. Os interessados, no entanto, precisam agendar com antecedência. Como a hospedaria tem poucos lugares, até para garantir o sossego de quem está hospedado, é preciso fazer reserva. O hóspede por sua vez, não precisa se preocupar com nada - não precisa pagar, nem levar alimentação.

As missas realizadas aos domingos, às 10h, lotam a capela do Mosteiro, deixando gente para o lado de fora. Segundo o Irmão Lúcio Leite Sobrinho, as outras missas acontecem de segunda a quinta, às 6h da manhã, nas sextas-feiras às 18h e aos sábados às 7h. Mas, por serem realizadas durante a semana e a maioria bem cedinho, é a missa do domingo que atrai mais fiéis e curiosos.

A capela é pequena e aconchegante, com vitrais coloridos e pinturas de Dom Ruberval, um dos monges do Mosteiro da Ressurreição que tem suas pinturas espalhadas por capelas e conventos do Brasil e também na Itália. O Mosteiro começou a ser construído há 19 anos e ainda hoje tem obras inacabadas. Há dois anos, foi elevado à Abadia, o nível mais alto na hierarquia católica.

Canto - Os monges beneditinos ficaram conhecidos principalmente pelo canto gregoriano. Aliás, nos próximos meses deve ser lançado o oitavo CD cantado pelos monges do Mosteiro da Ressurreição. Para Irmão Lúcio, o CD é voltado à evangelização e não ao lucro. O melhor é o reconhecimento das pessoas que, segundo ele, telefonam de todo Brasil pedindo orações. "É gratificante", resume.

Além do disco, também são comercializados velas, licores, geléias, esculturas e outros artigos produzidos no Mosteiro. Como as visitas tornaram-se constantes, os Monges instalaram lá uma pequena loja para venda dos produtos. Mas não é apenas no mosteiro que se pode encontrar os produtos beneditinos, o mosteiro mantém a livraria Mosteiro da Ressureição no centro, na Rua Engenheiro Schamber, 850.

Como chegar - Pela BR 376, na altura do Km 5, preste atenção na sinalização. Dos dois lados da rodovia há placas indicando o Mosteiro da Ressurreição. Pegando a estrada de chão, siga até chegar ao Cemitério Chapada. Nesse ponto fique atento, porque a encruzilhada confunde fácil. Para ir até o Mosteiro siga à direita sem medo de errar. O contato para visita ou reserva para a hospedaria pode ser feito pelo telefone (42)227-1081, fax (42)227-2277. Além da sensação de paz, o visitante poderá passear entre araucárias, ouvir o canto dos pássaros e refletir sobre as coisas da vida. Um alimento para a alma.

como chegar
Pela BR 376, na altura do Km 5, preste atenção na sinalização. Dos dois lados da rodovia há placas indicando o Mosteiro da Ressurreição. Pegando a estrada de chão, siga até chegar ao Cemitério Chapada. Nesse ponto, fique atento porque a encruzilhada confunde fácil. Para ir até o Mosteiro, siga à direita sem medo de errar.

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