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A
Cidade
Localiza-se no 2º Planalto ou Campos Gerais, no Paraná,
975 m de altitude, numa área de 2.100 km². O clima é ameno no
verão e frio, com incidência de geadas no inverno, sendo a
temperatura média no verão de 20,9º C e no inverno, 14.1º C.
Está localizada a 121 km de Curitiba.
A economia é baseada na extração de talco, na pecuária e
na agroindústria, principalmente a indústria da soja, que confere
ao município o título de Capital Mundial da Soja.
A constituição da população se deu pela soma de desbravadores,
tropeiros, famílias ilustres vindas principalmente de São Paulo,
raras combinações com indígenas, e depois sofrendo alterações
étnicas provocadas por imigrantes. Destes, primeiro vieram os de
origem portuguesa, provenientes de São Paulo e mais tarde do Rio
Grande do Sul. Em seguida se estabeleceram os alemães, poloneses,
juntando-se a estes em menor escala os sírios-libaneses, ucranianos,
austríacos, espanhóis, japoneses etc.
Chamada também
de Princesa dos Campos, Ponta Grossa foi fundada em
1812, quando surgiram por aqui seus primeiros moradores, que foram
Domingos Teixeira Lobo, Benedito Mariano Ferreira Ribas, Antonio da
Rocha Carvalhaes. Em 15 de setembro de 1823, foi criada a Freguesia
de Estrela, primeiro nome do vilarejo. Em 7 de abril de 1855 a
freguesia foi elevada à categoria de Município, desmembrando-se de
Castro, com a denominação de Ponta Grossa, e instalando-se a 6 de
dezembro de 1855. Sua elevação à cidade deu-se em 24 de março de
1862.
Ponta Grossa teve uma característica principal a orientar os
acontecimentos mais importantes de sua história, pois devido a sua
localização geográfica, se tornou caminho obrigatório e parada
para pouso das tropas, movimento que representou os recursos de
transporte e o forte do comércio entre Viamão e Sorocaba no
Século XVIII
História
de Ponta Grossa
Primeiras expedições - Ponta Grossa está
situada na região conhecida como Campos Gerais, no segundo planalto
paranaense. Essa região, antes de ter um povoamento fixo, foi
percorrida por muitas expedições. Pouco tempo após o
descobrimento do Brasil, em 1541, o fidalgo espanhol Álvaro Nunes
Cabeza de Vaca atravessou os Campos Gerais, com quatrocentos
soldados, a fim de assumir o governo do Paraguai. Registra-se ainda,
em 1552, a viagem de Ulrich Schmiedel, alemão a serviço da
Espanha, que passou pelos Campos Gerais em trânsito do Paraguai
para S. Vicente, o qual se fazia acompanhar de vários portugueses,
espanhóis e índios.
Sesmarias
e povoados - O povoamento da região demorou um pouco mais
a desenvolver-se, só iniciou no século XVIII, quando o governo
português, resolveu doar terras nos Campos Gerais à quem quisesse
aproveitá-las. O primeiro pedido de terras na região foi feito em
1704, pelo paulista José de Góes e Morais, filho do Capitão-mor
Pedro Taques de Almeida. Em poucos anos essa família estava de
posse dos vales dos rios Verde, Pitangui e Tibagi. Essas
propriedades eram chamadas de sesmarias e para conservá-las os seus
donos teriam de mantê-las povoadas e produtivas. José de Góes e
Morais e seus cunhados Bartolomeu Pais de Abreu e Antônio Pinto
Guedes, trouxeram aos Campos Gerais camaradas e animais e fundaram
currais para a criação gado. O mesmo José de Góes e Morais
requereu também, a sesmaria do Rio Verde, entre o Pitangui e
Itaiacoca. Com o tempo, por herança e compra, ele se torna o único
proprietário das terras situadas nos campos de Ponta Grossa. Em
agosto de 1727 José de Góes e Morais doou a sesmaria de Itaiacoca,
também chamada do Pitangui, à Companhia de Jesus e, em novembro do
mesmo ano, a do rio Verde aos padres da Ordem São Bento, os quais
aproveitaram as terras doadas para criação de gado. A margem
esquerda do riacho São Jorge, afluente do rio Pitangui, no ano
1729, foi eregida pelos jesuítas uma capela em louvor à Santa
Bárbara. As terras do bairro do Pitangui pertenciam à vasta
sesmaria da Conceição.
O caminho
das tropas - A região vizinha à capela de Santa Bárbara
do Pitangui era atravessada pela velha estrada do Maracanã. Essa
estrada, antes do povoamento, era uma trilha de índios e, mais
tarde, após 1731, foi usada pelos tropeiros que traziam animais do
Rio Grande do Sul para São Paulo. Conforme cita a professora
Cecília Maria Westphalen: "por onde passavam as tropas
caminhava também o povoamento...Lapa, Campo Largo, Palmeira, Ponta
Grossa, Castro, Piraí, Jaguariaíva, Itararé tiveram origem em
antigas fazendas, pousos e currais das tropas que passaram pelo
Paraná". Alguns fazendeiros reclamavam da passagem dessas
tropas por suas terras. Surgiu daí uma estrada que, por muito
tempo, fazia a ligação entre Ponta Grossa e Castro. Esse caminho
entrava na cidade ao sul, pela atual Rua Augusto Ribas (Rua das
Tropas) e saía em direção ao norte, pela Rua Tiradentes e Avenida
Rocha Pombo.
Nascimento
do povoado - Povoada a região ponta-grossense com
inúmeras fazendas de criação de gado, teve começo também, a
existência de pousos e currais para as Tropas em trânsito do Sul
para o Norte. O pouso de Castro já havia sido elevado à condição
de Freguesia, com a denominação de Sant'Ana do Iapó em 1770, pelo
Vigário Capitular de São Paulo. Ponta Grossa estava dentro dos
limites dessa Freguesia. A Capela de Santa Bárbara, atendida pelo
Frei José de Santa Tereza de Jesus, movimentava-se com batizados,
missas, ladainhas e enterros, efetuados dentro da própria capela.
Segundo a lenda, o nome de Ponta Grossa teria sido dado por
Francisco Mulato, capataz do Sargento-mór Miguel da Rocha
Carvalhais dono da fazenda "Boa Vista". Isso, no entanto,
não parece ser verdade, pois Miguel da Rocha Carvalhais só veio
para o bairro em 1804 e, em 1792, a Câmara Municipal de Vila de
Castro nomeou Ignácio do Santos com o Título de Capitão do Mato
do Bairro de Ponta Grossa. Outra questão existente é quanto ao
local escolhido para a construção de uma capela, mais próxima do
novo povoado que a de Santa Bárbara. A lenda relata que o local foi
escolhido por um casal de pombos, soltos por Miguel da Rocha
Carvalhais, para eliminar dúvida surgida entre os fazendeiros
locais. O historiador Pedro Novaes relata que: "a colina onde
se assenta a sede da cidade de Ponta Grossa, por ser constituída de
mato, desinteressando os grandes sesmeiros, entroncamento entre as
sesmarias foi, primeiramente, povoada pela nobreza, peões e
escravos alforriados, que ali se estabeleciam com o objetivo de se
oferecerem para as conduções de tropas, decorrendo o agrupamento e
a formação do Bairro de Ponta Grossa. Não eram proprietários,
mas simples ocupastes de terrenos vagos. Homens sofredores,
possuíam as suas capelinhas caseiras, até que outros mais
abastados foram se estabelecendo". O local mais íngreme e
difícil, a colina da Catedral, foi o mais povoado. Por que
escolheram esse local, quando outros mais atraentes foram deixados
de lado? Difícil de explicar. Poderiam ter iniciado o povoamento
nos chapadões vizinhos à Igreja de São Sebastião, onde se
localizava "o Capão de Ponta Grossa"; ou nas proximidades
da Casa de Telhas, pouso obrigatório das tropas e onde, às vezes,
realizavam-se festas religiosas; ou ainda, junto à Capela de Santa
Bárbara do Pitangui. Essa preferência estaria ligada à maior
visão da vasta porção de terras do bairro? Facilidades concedidas
pelo fazendeiro proprietário do terreno para suas moradias em
casebres ou choupanas? Não se sabe. O que é certo é que essa
aglomeração humana nasceu de movimento inteiramente espontâneo
dos respectivos moradores.
A
freguesia de Ponta Grossa - O povoado foi crescendo,
impondo aos seus moradores exigências novas. A fundação de um
cemitério, em 1811, se fez necessário, pois a Capela de Santa
Bárbara, onde se realizavam os enterros, era muito distante. Esse
cemitério foi fundado onde hoje está o Grupo Escolar Senador
Correia.
Domingos Ferreira
Pinto, abastado fazendeiro com casa central e próxima à estrada
das tropas, era muito respeitado pela população local. Em sua
residência começaram a ser centralizados os ofícios religiosos da
região tendo, para isso, mandado construir um oratório em louvor
à Senhora de Sant'Ana, em 1814. Esse altar foi transferido para a
Casa de Telhas, localizada no campo, onde hoje se encontra a Vila
Vilela. Deu-se-lhe o nome por ter sido a primeira casa a receber
cobertura dessa natureza; foi construída com o produto de uma
subscrição realizada entre os fazendeiros mais destacados da
região.
Em 1812 foi
encaminhado pedido, ao Governo Provincial de São Paulo, por
intermédio da Câmara Municipal de Castro, para elevação do
bairro à Freguesia. Deve-se tal movimento, de modo especial, aos
cidadãos Miguel da Rocha Ferreira Carvalhais, Domingos Ferreira
Pinto, José Leite de Azevedo e outros. A petição, contudo, não
pode ser considerada desde logo, tendo em vista o intenso movimento
em favor da Independência do Brasil, que deixou de lado todas as
outras medidas dessa natureza. Em 15 de setembro de 1823, afinal,
foi baixado ato criando a Freguesia de Estrela, sendo a primeira
denominação dada à atual cidade de Ponta Grossa. Pela Lei
Provincial n.º 34, de 07 de abril do ano de 1855, foi elevada à
categoria de Município, com território desmembrado do de Castro,
porém com a denominação de Ponta Grossa e instalado solenemente a
06 de dezembro de 1855.
A 24 de março de
1862, em virtude da Lei Provincial n.º 82, a sede municipal foi
elevada à categoria de cidade. Pela Lei n.º 281, de 15 de abril de
1871, Ponta Grossa passou a denominar-se Pitangui, porém a 05 de
abril de 1872, de acordo com a Lei n.º 409, voltou a denominar-se
Ponta Grossa. A 18 de abril de 1876, em virtude da Lei n.º 469,
Ponta Grossa foi elevada à categoria de Comarca e instalada
oficialmente no dia 16 de dezembro de 1876, tendo como primeiro Juiz
de Direito o Dr. Conrado Erichsen. A 16 de abril de 1877 foi
suprimida a Comarca, porém a 08 de abril de 1889, de acordo com a
Lei n.º 572, foi a mesma restaurada, tendo como primeiro Juiz de
Direito, nesta nova fase, o Dr. Haroldo Erichsen. O Município de
Ponta Grossa teve como característica principal a de orientar os
acontecimentos mais importantes de sua história. Trata-se de sua
posição geográfica, que reunia aqui o cruzamento das tropas. De
todos os caminhos de interesse, desde os primórdios tempos do
povoamento, até hoje, é considerado o maior entroncamento
rodo-ferroviário do Sul do Brasil.
informações
Sec. Mun. de Turismo e Meio Ambiente
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Tel: (042) 220-1314 e 220-1313 - Fax:
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