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O lugar é uma ótima opção para
um passeio no final de semana. A pequena cidade encravada entre a
Serra do Mar e a Baía de Paranaguá foi o cenário das primeiras
colonizações no estado e também abriga a exuberância da Mata
Atlântica, sendo ainda uma das poucas regiões no Brasil onde a
floresta tropical continua intocada.
Todo o município está em área de
proteção ambiental, devido a sua importância ecológica, desde a
criação da APA Federal e Estadual de Guaraqueçaba, em 1985, com
uma área de mais de 300 mil hectares englobando o Parque Nacional
do Superagüi, a Estação Ecológica de Guaraqueçaba e a Reserva
Natural de Salto Morato. A região junto com Cananéia e Iguape, no
litoral sul de São Paulo, formam o maior trecho contínuo
remanescente original da Mata Atlântica, conhecido como Lagamar.
Este pedaço do Brasil recebeu em 1993 o reconhecimento da UNESCO
como Reserva da Biosfera, devido a sua importância, e em 1999,
também pela UNESCO como Sitio do Patrimônio Mundial.
Caminhar pelas pequenas ruas de
Guaraqueçaba também é passear pela história do Paraná. A
região foi colonizada em 1545 pelos portugueses, sendo a primeira
em solo paranaense. Por volta de 1640, Gabriel de Lara, fundador da
capitânia de Paranaguá, descobriu ouro nas encostas da Serra
Negra. Com a notícia, vieram para a região muitos mineiros e
aventureiros para explorar os rios atrás do metal. Em seguida os
jesuítas fundaram na ilha de Superagüi um estabelecimento
agrícola e religioso.
Só no inicio do século XIX, após
a construção da igreja do Nosso Senhor Bom Jesus dos Perdões, no
morro do Quitumbê, que foram surgindo as primeiras edificações em
sua volta, formando um povoado. Em 1854 o povoado foi elevado à
freguesia e em 1880 à município.
A cidade esteve isolada do resto do
estado até 1970, quando foi construída a estrada que liga Antonina
até a cidade e o único meio de acesso era através de barcos
vindos de Paranaguá. Com cerca de 8 mil habitantes, muitos caboclos
litorâneos que habitam as ilhas da região.
Deixe o carro estacionado e
aproveite para caminhar e conhecer o casario colonial, com diversos
exemplares arquitetônicos do século XIX espalhados pelas ruas da
cidade. Destaque para o sobrado da sede da Estação Ecológica onde
funciona uma exposição permanente sobre a história do município.
Visite também a Igreja do Nosso Senhor Bom Jesus dos Perdões,
construída em 1838 em estilo colonial situada no morro do Quitumbê,
primeira edificação da cidade. Atrás da igreja, começa uma
trilha sinuosa no meio da mata nativa com cerca de 800 metros que
leva ao topo do morro do Quitumbê, de onde se tem uma bela vista
panorâmica da cidade e da baía. É comum a presença de golfinhos
na baía e no final da tarde o por do sol garante um belo visual
ótimo para fotos.
Diversas ilhas fazem parte do
município, entre elas, a das Peças, Rasa, das Laranjeiras, do
Rebelo e Superagüi. Muitas pessoas trabalham com o aluguel de
barcos para passeios nas ilhas e um passeio até Superagüi custa em
média R$100 para 4 pessoas.
Parque Nacional do Superagüi
Criado em 1989, possui uma área de
21.400 hectares, englobando quase a totalidade da ilha de Superagüi
e a Ilha das Peças, excluídas as comunidades de pescadores. Inclui
restingas, diversas formas de vegetação, mangues, elevações
isoladas, grandes áreas de praias desertas, além de diversas
trilhas ecológicas.
Abriga diferentes espécies animais, algumas raras ou em extinção,
como o papagaio chauá, o jacaré de papo amarelo, os macacos sauá
e mono carvoeiro, além de vegetais como ipês, jacarandás,
bromélias e orquídeas.
Em breve a equipe Terra&Asfalto
estará fazendo uma visita até o parque e trazendo fotos e
informações mais detalhadas para você.
Reserva Natural de Salto Morato
Eis aqui é um belo exemplo de como
a iniciativa privada pode contrubuir para a proteção da natureza.
A Reserva de Salto Morato é classificada como uma Reserva
Particular do Patrimonio Natural, ou seja, é uma área protegida,
de propriedade privada, criada por iniciativa do proprietário com a
aprovação do IBAMA. O proprietário da reserva é a Fundação
Boticário de Proteção a Natureza, que em 1994 adquiriu com o
apoio da The Nature Conservancy, as fazendas Figueira e Salto
Dourado, totalizando uma área de 1716 hectares. Nas terras mais
baixas houve, antes da aquisição pela Fundação, desmatamentos
para a formação de pastagens e cortes de árvores nativas. Desde
então a floresta vem se recompondo e daqui a alguns anos tudo
estará como antes da devastação.
O trabalho realizado pela
Fundação o Boticário de Proteção a Natureza está de parabéns.
A reserva é muito bem cuidada, os visitantes são muito bem
recebidos por pessoas que conhecem a fundo o local e sempre
dispostos a fornecer maiores informações, o centro de visitantes
possui uma exposição sobre a Floresta Atlântica e os diferentes
ambientes da reserva com informações que interessam tanto a leigos
como a estudiosos de ecologia e ambientalismo. O centro ainda abriga
um auditório para exibição de vídeos e a realização de
palestras e cursos.
O visitante ainda encontra
espalhados pelas trilhas da reserva, painéis com informações
sobre o local, e muitas lixeiras. Se o visitante quiser pode acampar
numa área de camping ou utilizar os quiosques com churrasqueiras
para preparar um churrasco ou fazer um piquenique. O local também
conta com uma lanchonete e loja de lembranças como camisetas,
bonés e bottoms cuja arrecadação vai toda para a manutenção da
reserva.
A importância ecológica da
região
Toda a Reserva se encontra dentro
da APA de Guaraqueçaba, sendo constituida de Mata Atlântica. A
Floresta Atlântica é uma das mais ameaçadas do planeta. Quando o
Brasil foi descoberto em 1500 a Mata Altântica ocupava uma área de
mais de 1 milhão de quilômetros quadrados. Extendia-se desde o RIo
Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Atualmente existem apenas
8% da mata original. Toda esta destruição foi causada pela ação
predatória do homem e as maiores devastações ocorreram do
Espírito Santo até o Rio Grande do Norte. As partes menos
degradadas situam-se nas regiões que vão do Rio de Janeiro até
Santa Catarina. As florestas tropicais ocupam apenas 7% da
superfície do planeta, mas contém mais da metade do total das
espécies animais e vegetais conhecidas. A Mata Atlântica reúne
uma ampla diversidade de ambientes que vão do mar até o planalto,
formados por floresta de encosta, várzea, planície e manguezal.
Este complexo sistema, abriga uma grande riqueza biológica e a
Reserva Natural de Salto Morato é um exemplo da exuberância deste
ecossistema.
Atrações da Reserva
Salto Morato
Com 130 metros de altura de queda
d´água cercada por uma densa vegetação, formando um cenário
único.
Aquário Natural
Na trilha que leva ao Salto Morato,
que acompanha o rio Morato, existe um local propício para banho, de
águas muito límpidas onde o visitante também pode aproveitar o
banho para mergulhar e observar os peixes que vivem por ali.
Trilha para acesso ao Salto
Num percurso fácil de cerca de 800
metros o visitante pode observar a vegetação típica da mata
Atlântica, com suas Orquídeas, Bromélias e as grandes árvores
como o Carvalho, Palmito e muitas outras espécies. Olhe sempre para
onde pisa, pois a região é sujeita ao aparecimento de serpentes e
nunca saia das trilhas definidas, pois além de você estar
destruindo o ecossistema, o risco de acidentes é muito maior.
Figueira
Trilha de maior dificuldade, só
permitida com o acompanhamento de guias e em dias com condições
propícias de tempo, levam a uma grande figueira que lançou as suas
raízes por sobre os 6 metros de largura do rio do Engenho,
transformando-se em uma árvore-ponte.
A Reserva cobra uma taxa de R$3,00
por pessoa para visitação e funciona de terça da domingo das
8:30h as 17:30h. Para seu conforto procure levar boné ou chapéu,
repelente e protetor solar, roupa de banho e muda de roupa para o
caso de chuva e não se esqueça da máquina fotográfica.
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