Destinos Curitiba

A cidade
A capital do Estado do Paraná tem 307 anos e está localizada no Sul do Brasil. Com um PIB de U$ 12,1 milhões/ano, tem renda per capita de aproximadamente U$ 8 mil/ano, contra uma média nacional de U$ 5 mil/ano. A cidade quer chegar ao ano 2000 como a quarta força econômica do país.
A maior parte de sua população de 1,5 milhão de habitantes descende de imigrantes italianos, poloneses, alemães, ucranianos, japoneses, sírios e libaneses.

Reconhecida nacional e internacionalmente por soluções urbanas inovadoras, a cidade tem o mais eficiente sistema de transporte coletivo do país e ostenta o índice de 55 metros quadrados de área verde por habitante, o que a faz ser considerada a Capital Ecológica do Brasil.

A atual administração, conduzida pelo prefeito Cassio Taniguchi, é sustentada por três diretrizes básicas: geração de empregos, gestão compartilhada e integração metropolitana. Esta última está levando as experiências de sucesso comprovado em Curitiba para os 26 municípios que compõem a Região Metropolitana da cidade.
Curitiba se prepara para o futuro investindo na geração de empregos, no atendimento social e na preservação de sua identidade cultural.
Possui uma área de 432,17 km2 em relevo levemente ondulado e seu clima é temperado. A temperatura média no verão é de 21ºC, contra 13ºC no inverno.

História de Curitiba
Fundação - Em 29 de março de 1693, o capitão-povoador Matheus Martins Leme, respondendo aos "apelos de paz, quietação e bem comum do povo", promoveu a primeira eleição para a Câmara de Vereadores e a instalação da Vila, como exigiam as Ordenações Portuguesas. Estava fundada a Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, que anos depois se chamaria Curitiba. Curitiba deve seu nome aos pinheirais sem fim que cobriam seu território. Há duas versões aceitas hoje: os índios das nações Tupi, Jê e Guarani - como os Tingüi - usavam a expressão coré (pinhão) etuba (muito). A outra versão, também em guarani, vem da combinação de Kurit (pinheiro) e Yba (grande quantidade).

A mudança do nome da vila e da rotina do povoado veio em 1721, com a visita do ouvidor Raphael Pires Pardinho. Ele foi, provavelmente, a primeira autoridade a se preocupar com o meio ambiente da cidade, iniciando uma tradição pela qual Curitiba hoje é reconhecida internacionalmente.

Já naquela época, o ouvidor determinou aos habitantes que tivessem determinados cuidados com a natureza. O corte de árvores, por exemplo, só poderia ser feito em áreas delimitadas. E os moradores ficavam obrigados a limpar o Ribeiro (hoje Rio Belém), a fim de evitar o banhado em frente à igreja matriz.
O ouvidor Pardinho estabeleceu também que as casas não poderiam ser construídas sem autorização da Câmara e deveriam ser cobertas com telhas. As ruas já iniciadas teriam de ser continuadas, para que a vila crescesse com uniformidade.

Esquecida pelos governantes da Capitania de São Paulo, Curitiba passou por um período de extrema pobreza. A prosperidade só viria a partir de 1812, com o tropeirismo. Ponto estratégico do caminho do Viamão a São Paulo e à Minas Gerais, o povoado viu crescer o comércio com a passagem dos tropeiros.

O aluguel de fazendas para as invernadas transferia os habitantes do campo para o povoado. Surgiram lojas, armazéns e escritórios de negócios ligados ao transporte de gado. Com o desenvolvimento, foi conquistada a emancipação do Paraná. Assim, em 1853, Curitiba tornava-se Capital.

Imigração
De povoado a metrópole, o traço fundamental que definiu o perfil de Curitiba foi a chegada de imigrantes das mais variadas procedências. Europeus e asiáticos contribuíram para a formação da estrutura populacional, econômica, social e cultural da cidade. Até o século 18, os habitantes da cidade eram índios, mamelucos, portugueses e espanhóis. Com a emancipação política do Paraná (1854) e o incentivo governamental à colonização na segunda metade do século 19, Curitiba foi transformada pela intensa imigração de europeus.

Alemães, franceses, suíços, austríacos, poloneses, italianos, ucranianos, nos centros urbanos ou nos núcleos coloniais, conferiram um novo ritmo de crescimento à cidade e influenciaram de forma marcante os hábitos e costumes locais.

Alemães - Em 1872, segundo registros históricos, a presença dos alemães no núcleo urbano já era notável. Eles iniciaram o processo de industrialização - metalurgia e gráfica -, incrementaram o comércio, introduziram modificações na arquitetura e disseminaram hábitos alimentares. Difundiram, também, a noção de associativismo.

Poloneses - Os poloneses chegaram em 1871 e criaram as colônias de Tomás Coelho (Araucária), Muricy (São José dos Pinhais), Santa Cândida, Órleans, Lamenha, Pilarzinho e Abranches. Atuaram basicamente na lavoura e no comércio. Hoje formam em Curitiba a maior colônia polonesa no Brasil.

Italianos - Os italianos vieram para Curitiba em 1872 e criaram a colônia Santa Felicidade em 1878. Os italianos que imigraram do norte da Itália eram, em sua maioria, operários, artesãos, profissionais especializados e comerciantes. Aqueles que imigraram do sul dedicavam-se à lavoura. Estes contribuíram com a introdução de novos implementos agrícolas. Os imigrantes italianos, assim como os poloneses, também vendiam na cidade a produção de hortaliças em carroças.

Ucranianos - Os ucranianos vieram em 1895. Estabeleceram-se no Campo da Galícia e foram expandindo suas propriedades ao longo da atual Avenida Cândido Hartmann e por todo o bairro do Bigorrilho.

Japoneses - Os japoneses marcaram presença em Curitiba a partir de 1915, com a chegada de Mizumo Ryu. Em 1924 deslocaram-se lá em maior número e se fixaram na cidade e em suas redondezas - Uberaba, Campo Comprido, Santa Felicidade e Araucária.

Sírios e Libaneses - Os sírios e libaneses estabeleceram-se no comércio de roupas, sapatos, tecidos e armarinho. Em função das características de suas lojas, ocuparam a área central da cidade. Os primeiros imigrantes vendiam as novidades às colônias mais distantes viajando em lombo de burro, batendo de porta em porta.

informações
Departamento Municipal de Turismo - R. da Glória, 362 - 3° andar - Centro
Tel: (041) 200-1511
2ª a 6ª, das 8 às 12h e das 14 às 18h

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