Destinos
Castro
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A
cidade
Pequena e aconchegante, Castro é uma cidade
histórica do interior do Paraná, que tem um povo muito
hospitaleiro, e a cada dia descobre novas virtudes. Ultimamente tem
aparecido na mídia nacional como local propício ao desenvolvimento
do cinema, e talvez no futuro venha a ser um pólo cinematográfico.
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Constitui um
pólo étnico bastante diversificado, onde todas as culturas se
manifestam harmoniosamente. Em 1.885 chegaram ao Município os
primeiros imigrantes: Alemães e Poloneses fundaram as Colônias de
Terra Nova (Garcêz e Maracanã) e Santa Leopoldina. Em 1.911, os
holandeses chegaram e fundaram a Colônia de Carambeí, em 1951 foi
fundada a Colônia Castrolanda. Dedicaram-se a comercialização e
industrialização dos produtos de origem animal.
A Colonização
japonesa é a mais recente, data de 1.958, instalaram em Castro a
Cooperativa Agrícola de Cotia. Impulsionaram a agricultura através
de novas técnicas de plantio e produção. Existem também no
Município, italianos radicados em Abapan, dedicando-se a extração
e industrialização de calcário.
Situa-se a
24.º47’30" S de latitude de 50.º00’25" W de
longitude, com altitude entre 934 a 1.005 metros acima do nível do
mar. O ponto mais alto está situado na Fazenda Marumbi, com 1.252
metros, centrada ao oeste da cidade, na Serra de São Joaquim,
integrante do Maciço das Furnas. O clima da cidade é Micro-Clima
Subtropical úmido mesodérmico, de verões frescos e invernos com
ocorrências de geadas severas e freqüentes, não apresentando
estação seca. A média das temperaturas dos meses quentes são
superiores a 22 graus centígrados e a dos meses mais frios
inferiores a 18 graus centígrados. A área de Castro, quando de sua
criação, era vastíssima, abrangendo todo o interior do Paraná e
Santa Catarina. Hoje, ficou em 2.674 Km2.
Limita-se com Piraí do Sul ao Norte; Carambeí, Ponta Grossa
e Campo Largo ao Sul; Itaperuçu, Cerro Azul e Doutor Ulisses ao
Leste e Tibagi ao Oeste.
História
A ocupação e colonização dos Campos Gerais do
Paraná, ocorreu a partir do início do século XVIII, visto que, no
período anterior, o território era ocupado por índios dos troncos
lingüisticos tupi e Gê e a penetração no interior, pelo
civilizado, em forma de entradas e bandeiras, destinava-se apenas à
posse da terra, à procura de metais e pedras preciosas e
apresamento dos silvícolas.
A abundância de
pastagens em forma de campos nativos e de capões de mato de
florestas araucária favorecia a atividade pastoril, atraindo os
criadores de gado bovino e tropeiros. O Rio Iapó é um igarapé ou
pequeno rio que, ao receber as águas nas temporadas de chuvas,
torna-se um igapó ou rio alagado. Pelo regime sesmarias, a Corôa
Portuguesa concedia vastas extensões de terras às famílias que
pretendessem aqui se fixar. O primeiro requerimento dessa natureza,
feito por Pedro Taques de Almeida, data de 19 de março de l.704.
Para realizar o
trabalho de desbravamento, disputando o território com índios
bravios, o sesmeiro contava com um grupo de pessoas formado por
familiares, parentes, agregados, índios amansados e escravos de
origem africana. Por um lado, as atividades econômicas das
Capitanias do Norte criaram grande demanda de gêneros alimentícios
e de transporte. Ao sul do Continente, Rio Grande do Sul, Uruguai e
Argentina, existia grande quantidade de animais, bovinos, eqüinos,
muares, desfrutando as ricas pastagens. Como conseqüência natural
dessa demanda ao Norte e oferta ao Sul, foi aberto o Caminho das
Tropas, permitindo o transporte desses animais, por terra, das
regiões de origem aos centros consumidores. Ao longo dessa rota,
formaram-se pousos de tropeiros que iriam dar origem aos povoados. O
Rio Iapó, por sua característica de tornar-se alagado, obrigava os
tropeiros em trânsito a acampar e esperar. Desse modo, formou-se o
Pouso do Iapó, no vau de baixo. No vau de cima, poucos quilômetros
distante, construiu-se a capela em louvor a Santo Antônio. Essa
paragem, conhecida como Capão Alto, tornou-se propriedade dos
religiosos da Ordem dos Carmelitas, fato que propiciou o crescimento
de outro pouso rio abaixo. Desse modo, o antigo Pouso do Iapó,
evoluiu para a categoria de Freguesia de Sant’ana do Iapó, a
partir de 1774, quando foi construída a primeira capela com esse
nome. Por volta de 1.780, a população do antigo Pouso do Iapó era
formada por 479 pessoas livres e 209 escravos. A elevação da Vila
Nova de Castro constituiu fato histórico importante para o reino
português, porque destinava-se a facilitar a exploração de nossas
riquezas ...congregando todos os vadios, dispersos, e que vivem em
sítios volantes, para morarem civilmente..."
Esse fato ocorreu
em 20 de janeiro de 1.789. O ciclo econômico das tropas teve grande
importância para o desenvolvimento econômico de toda Região Sul,
contribuindo ainda de modo decisivo com a exploração das
Capitanias do Norte. Esse ciclo, com duração aproximada de século
e meio, deixou marcas profundas na formação cultural de nosso
povo. A instalação da Província do Paraná deu-se a 19 de
dezembro de l.853. Nessa época, Castro figurava em segundo lugar em
continente populacional, assim distribuído: Paranaguá - 6.533
habitantes, Castro - 5.899 habitantes, Curitiba - 5.819 habitantes,
Vila do Príncipe, atual Lapa - 5.406 habitantes. A Vila Nova de
Castro, foi elevada à categoria de cidade em 21 de janeiro de
1.857.
Referência:
Os japonenses - Oney B. Borba - Castro - PR. 1.986.
Castro
- A primeira Cidade Verdadeiramente Paranaense
Um fato histórico que não se pode negar, é que
Castro, elevada a cidade em 1.857, no dia 21 de janeiro, ficou sendo
a primeira cidade instituída no Paraná (Vila Nova de Castro desde
20 de janeiro de 1.789).
E isso porque: no ano de 1.853 é que o nosso Estado libertou-se de
São Paulo (onde desde o tempo do Império até esse ano, não
passava de 5ª Comarca de São Paulo), com o nome de Paraná.
Curitiba e Paranaguá, antes de 1.853, já eram cidades. Nesse caso,
tornaram-se cidades, quando a terra e as decisões pertenciam aos
paulistas.
Castro
- Capital do Estado
Por ocasião da Revolução Federalista o Dr.
Vicente Machado transferiu para Castro a capital do Estado pelo
Decreto 24 de 18 de janeiro de 1.894, sendo revogado em 29 de abril
de 1.894. Portanto, Castro foi Capital do Estado por 3 meses e 11
dias.
Atividades
Econômicas
A agricultura, pecuária leiteira e de corte,
suinocultura, avicultura e a extração de minérios constituem as
atividades econômicas fundamentais do Município.
Castro possui terras férteis onde são cultivados soja,
feijão e milho, recebendo premiação de maior produtividade
nacional em milho no ano de 1997.
A pecuária destaca-se, fazendo de Castro a maior bacia leiteira do
Paraná.
O Município também ostenta o título de maior produtor de
calcário da América Latina.
Gastronomia
Típica
O prato de destaque do município é o CASTROPEIRO,
constituído de feijão tropeiro, bisteca de porco, carne de gado,
arroz, couve e quibebe. A sobremesa é sempre o doce de abóbora.
Destacam-se ainda a comida holandesa, a comida italiana e o
doce alemão.
informações
Sec. Mun. do Comércio, Indústria e Turismo
indcom@convoy.com.br
a
cidade como
chegar onde
comer onde
ficar onde
ir
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