Destinos Lago Titicaca

Um passeio nas águas do Lago Titicaca e Puno

Localizado entre o Peru e a Bolívia, o lago Titicaca é o lago navegável mais alto do mundo, 3.800 metros acima do nível do mar, na Cordilheira dos Andes. Com uma superfície de mais de 8.500 quilômetros quadrados, possui cerca de 194 quilômetros de comprimento e uma largura média de 65 quilômetros. A maior profundidade encontrada no lago é de cerca de 230 metros e a tonalidade das suas águas varia conforme a profundidade: em águas profundas sua cor é azulada e nas áreas rasas tende para o verde, em função das plantas aquáticas. A fauna encontrada no lago é muito rica, habitam o lago muitas variedades de peixes - inclusive trutas que foram introduzidas no lago e acabaram se adaptando muito bem, sendo hoje o prato principal dos restaurantes da região. Muitas aves também habitam o lago, entre estas patos e gansos selvagens.

Segundo a lenda, o lago foi o berço da civilização Inca e um passeio pelas suas águas nos remete ao tempo em que toda a América Andina era dominada por esta magnífica civilização.

A cidade de Puno no Peru fica localizada as margens do lago e é a porta de acesso para quem pretende visitá-lo. É conhecida por Capital Folclórica das Américas, com festivais anuais acontecendo em todas as suas pequenas aldeias.

A cidade foi sede de uma das culturas mais importantes da época pré-inca, a cultura Tiahuanaco, cujos restos arqueológicos, encontrados em seus museus e sítios arqueológicos, causam grande admiração nos visitantes. Segundo a lenda, o primeiro Inca, Manco Cápac e sua esposa Mama Ocllo emergiram do Lago Titicaca por ordem de seu pai o Deus do Sol para fundar o Império de Tawantisuyo, que se estendia por todos os Andes.

 

Na cidade de Cusco, pelos meados do século XVI, os espanhóis se deslumbraram com a grande riqueza de minérios encontrados na região, principalmente ouro e prata. Por volta de 1660 as sangrentas lutas pela posse da riquíssima mina de Laikakota nas proximidades de Puno, obrigou ao Conde de Lemos, viajar por toda a região para pacificá-la, tendo oportunidade em quatro de novembro de 1668 fundar a cidade de Puno. Foram os sacerdotes espanhóis que no afã de catequizar a população indígena, construíram as belas igrejas, que através da imaginação e destreza dos artesões de Puno, acabaram ficando com características únicas, representando o estilo mestiço, que é uma mistura da arte Inca com a dos espanhóis.

Ilha Flutuante dos Uros
Um passeio imperdível, para quem está visitando o Lago Titicaca é alugar um barco e visitar as Ilhas Flutuantes dos Uros. Estes descendem de uma das mais antigas civilizações da América e preservam muito da sua cultura como caça, artesanatos, pesca e a habilidade em trabalhar com a totora, uma espécie de junto encontrado no lago, com que é confeccionado praticamente todos os utensílios utilizados no dia a dia, desde roupas até casas e até mesmo o solo onde eles vivem, pois as ilhas, que são flutuantes, são produzidas a partir deste material. Como principal meio de sobrevivência, atualmente os Uros, se utilizam da arte de trabalhar com a totora para a produção de artesanatos que são vendidos aos turistas que visitam as ilhas.

Diz-se também, que quando os espanhóis chegaram na região do lago, os Incas habitantes de suas margens, fugiram para estas ilhas e lá permaneceram muitos meses escondidos no meio dos juncos, vivendo da pesca e captura de aves, e os espanhóis não conseguiram localizá-los no meio do lago.

Ilha de Taquile
Ilha de grande valor étnico e cultural. Os habitantes conservam suas antigas tradições culturais, destacando-se as técnicas de trabalho com tecidos. Para o turista que deseja pernoitar na ilha, as famílias do lugar oferecem graciosamente suas próprias habitações.

Festa da Padroeira Virgem da Candelária
Patrona da cidade de Puno, acontece em fevereiro, sendo a festividade religiosa mais importante de Puno, onde se realizam missas, banquetes e uma colorida procissão.

Catedral de Puno
Sua construção data do século XVIII. A obra foi concluída em 25 de maio de 1757. Trabalhada em pedra pelo artesão peruano Simón de Asto, cujo nome se na porta principal e que colocou escondido na fachada figuras de índias tocando charango, totens de pumas e beija flores colhendo o néctar da flor nativa chamada panti panti.

Este monumento é similar ao templo de San Lorenzo de Potosi (Bolívia), e ambos são expoentes representativos do estilo mestiço.

mais informações:
Dirección Regional del Turismo em Puno - telefone 045 351261 (ligação internacional para o Perú)

Serviço de proteção ao turista (Perú)
funciona 24 horas, telefone em Lima, gratuita 0800-42579 e-mail tour@indecopi.gob.pe

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